sábado, novembro 22, 2008

Mais Samba e Menos Lágrimas





Composição: Sérgio Pererê


"A solidão é jarra que vaza vazia
A um segredo revelado em cada canto
E todo santo sofre de esquisofrenia"


Tom: E
Introdução (E B7)
E B7 E

De Tanto lançar sonhos no ar
C#m7 F#m7

Acho que mereço um amor
B7 E B7

Com mais samba e menos lágrimas
E B7 E

De tanto jogar flores no mar
C#m7 F#m7

Acho que mereço um amor
B7 E

Com as bênçãos de Iemanjá
E A

Se o amor é bom
B7 E

Porque só me faz chorar
E A B7 C#m7

Só pode alguma coisa está fora do lugar
F#m7 B7

Se existe alguém
E

Se existe o luar
A B7 E

Se existe o trem do amor que possa me levar
A B7

Algo de bom
C#m7

Quero esperar
F#m7 B7 E B7

Mas todo tempo do mundo eu não tenho pra sonhar
E B7 E

De Tanto lançar sonhos no ar
C#m7 F#m7

Acho que mereço um amor
B7 E B7

Com mais samba e menos lágrimas
E B7 E

De tanto jogar flores no mar
C#m7 F#m7

Acho que mereço um amor
B7 E

Com as bênçãos de Iemanjá
C#m7 F#m7

Mas eu acho que mereço um amor
B7 E

Com as bênçãos de Iemanjá
C#m7 F#m7

De Tanto lançar sonhos no ar
B7 E

Com as bênçãos de Iemanjá
C#m7 F#m7

Mas eu acho que mereço um amor
B7 E

Com as bênçãos de Iemanjá
E C#m7 F#m7

De tanto jogar flores no mar
B7 E

Com as bênçãos de Iemanjá
(Pro Marcelo, pelo assunto em pauta em nossa última conversa.)

quarta-feira, novembro 19, 2008

Fake Plastic Love

Lendo um dos maravilhosos textos no blog do Liandro (Meninos Eu Vi), me deparei com esse trecho que reproduzo: “Ainda me sinto meio Carolina não vendo o tempo que passa embaixo da minha janela, preocupado com os riscos, acuado pelo medo de tentar, paralisado pela possibilidade de perder acabo, muitas vezes, nem apostando. Pode ser só uma fase de cansaço, uma crise de descrença, um hiato de “me deixem em paz” ou talvez seja, novamente, a ação do tempo agindo sobre mim me deixando mais lúcido para a realidade que é bem distante da Disneylândia.”

Quando li isso, não pude evitar ouvir novamente a bela e triste canção do Chico, nosso grande poeta (e “desvendador” de nossos segredos mais profundos). E pensar nos olhos tristes de Carolina que guardam tanto amor, um amor que já não existe.

Pensei nos amores descartáveis, pensei no efêmero. (Pausa para ouvir John Mayer cantando Waiting on the world to change).

Já não sei mais no que acreditar, a cada dia uma nova bomba. Vivemos atrás daquilo que julgamos ser o mais sublime dos sentimentos. E nos perdemos nessa busca desenfreada. E então, nos esquecemos de nós mesmos. E esquecemos que amar é acima de tudo, nos amar.

É como se o amor fosse uma grande aposta feita com a vida. Ganha quem tem menos medo. E gira a roleta russa! Não tenho medo...mas um excelente cirurgião. Assim como eu, milhares de apostadoras.

Enquanto tudo que eu quero é a intimidade velada. A cura das dores passadas. O aconchego do peito, o barulho do pulso, a última gota de vida...antes de acordar do sonho. Amores modernos, fake plastic loves, a caminho da fundação de um clube, bem vindos ao WWW.BROKENHEARTS.COM.

sexta-feira, outubro 31, 2008

EU SOU

Eu sou a chuva que lança a areia do Saara
Eu sou a sereia que dança, a destemida Iara
Eu sou a sombra da voz da matriarca da Roma Negra
Você não me pega, você nem chega a me ver
Quem é você?
Eu sou a flor da primeira música
A mais velha mais nova espada e seu corte
Eu sou o cheiro dos livros desesperados
Eu sou Gitá gogoya
Seu olho me olha, mas não me pode alcançar
Quem não é recôncavo e nem pode ser reconvexo.

terça-feira, outubro 28, 2008

Quero água!!!

Água
Qualquer tipo
Rio
Cachoeira
Piscina
Praia
Caixa d´agua
Poça

Fazemos qualquer negócio!

quinta-feira, outubro 23, 2008

Ódio!

E uma profunda dor, mistura de tudo o que há de pior de repente corta o peito...

A única vontade é de que todo o mundo se feche, se acabe ao piscar de olhos!

ODEIO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Reflexões

Nada é tão complicado que não possa ser simplificado!

É só encontrar a chave e abrir a porta.

quarta-feira, outubro 22, 2008

Sonhos de uma noite de primavera

...essa noite um anjo segurou minha mão, velou meu sono...e a tempos eu não perdia a hora por dormir tão bem...

Compatibilidade

Porque alguém no mundo (também) sabe o porquê dessa foto!

terça-feira, outubro 21, 2008

Feito pra mim...eternamente honrada



AOS PEQUENOS GRANDES GESTOS


O colorir do dia, expansão do provável.
A simplicidade em querer sorrir.
Colorir o sorriso no papel em forma de palavra,
Para servir de alimento à presença do outro.

Pensamento (...) distraio e o danado está ali,
Vislumbrando a mesma pessoa,
Na incoerência de lhe buscar sem lhe atrair.

Imaginação (...) sendo imagem o pensamento
E ação essas linhas que borbulham na cabeça e clamam por sua leitura.
Não me custam nada, não saberia precificá-las.
O que sinto não! Isso não tem preço.

Se o domingo continuasse estaria feliz, eu que não gosto do dia.
Se a jornada de trabalho acabasse, continuaria ali pelo gesto, por tudo que sinto.
Leve consigo o meu mapa e encontre o que me foi perdido.


Olhe para sua frente agora e repare...

NADA SUPERA VOCÊ!

Retribuir um gesto de carinho é alimentar-se de mais. Penso em Quel, coisas boas e verdadeiras.
Beijo,
Marcelo Maximo

Da série Pedaços de Auto Retrato (Foto 2)


O cheiro do fato
É quase sempre nítido
O fingir, o ato
Dissimula a ação
Odor mórbido
Tem cheiro de podre
A terra do Sol

segunda-feira, outubro 20, 2008

Série: Pedaços de Auto Retrato (Foto 1)

Um sorriso por dia!
Mesmo que assim, amarelo, meio forçado...
Mas um sorriso.
Mesmo que assim de cara limpa, meio desbotado...
Mas um riso.
Mesmo que assim sem pretenção de ser, meio de soslaio.
Mas um so.

Sangue, Sangue...


Radioativado!

Coisas que salvam o domingo da gente...

Clique no título pra saber, rsrs

domingo, outubro 19, 2008

Dos domingos insossos

A voz do Faustão ao fundo, insiste em me lembrar que é hoje, o pior dia da semana!

Não fica tão dificil explicar porque me sinto sozinha e carente todo domingo...quando penso nessa voz...rsrs

sexta-feira, agosto 01, 2008

Ser o que se é...as vezes dói...ou Mineira até a carne!


Não sei muito sobre sua vida além do que os livros dizem...e os livros as vezes contam mentiras...
Mas compartilhamos dos mesmo ideais. Liberdade a qualquer preço! Liberdade mesmo que tarde!
Um destino incerto...mas um caminho trilhado em busca da sabedoria!
Rapidinhas:
1) Tia Aida!!!! Saudade, saudade, saudade...
2) Rets, botei a foto de playmate porque ainda não deu pra tirar uma artística, rsrs. Estou esperando a sua produção.
3) Show de bola é você! E eu não sou um chip acoplado!
4) 03/08 - Festival de Jazz na Savassi. Aceito companhia!

sexta-feira, julho 11, 2008

Por mim mesma

É só o que posso oferecer...em mim há tudo: o pior e o melhor.
Sagitariana na astrologia,
Serpente no chinês,
4 no Eneagrama.

Vivo com intensidade...tento escapar das teias que faço em torno de mim.
Quanto mais me mexo, mais envolvida em meus próprios devaneios. Um universo de sensações sem explicações.

Quer fazer parte? Se prepare ou simplesmente...
Sinta!

sábado, abril 26, 2008

Salgado pedaço do amanhecer...

Sentada aqui, na dura cadeira, pensando na vida e jogando conversa fora. Assuntos efêmeros com pessoas interessantes, mas de mentiras.

Semana de seleções, dias de alegria contida...excelente humor. Piriga mudar...TPM à vista!!!

Presenciando vários finais de relacionamento. Todos com final predestinado. Jesus loves me...Cocorosie.

Olhando pro Cachadaço de Trindade, me lembro que Paraty ainda faz parte dos planos, por mais que a tentação de Santa Maria del Buen Ayre me incite ao pecado. Saudade do mocinho de olhos grandes que vive numa ilha...só me lembro quando respiro, no mais, os dias passam facilmente.

Me viciando em música latina por influência positiva de terceiro...hermoso chico del sur!
Enfim, vivendo um dia após o outro...

(Foto: Quintal salada de frutas aqui de casa, emoldurado pelo céu de outono.)

quarta-feira, março 26, 2008

A Casa da 7 Mulheres

Feriado perfeito!
Ainda não me recuperei das noites mal dormidas, mas nem quero, rsrs.
Vanessinha, prometo que na próxima irei conciliar os programas, hehehe.

segunda-feira, março 24, 2008

Das coleções, neve e curvas de rio

Eu queria ver neve...prometeram me levar...me prometeram tantas coisas...colecionei promessas.

Agora eu coleciono certezas. Certezas de presentes bem vividos, passados na lembrança e futuros de vários recomeços. Ai, resolvi recomeçar no Cipó...e foi tão bom...faltou algumas pessoas pra tomar banho de cachoeira!

Pra rodar de bar em bar até o dia amanhecer na Serra. Pra dançar forró, pra conhecer uma banda nova mega boa que tocou por lá. Gente bonita, alegre!

Nunca é tarde pra recomeçar. Enquanto você vê a neve que cai, eu vejo o sol nascer de novo!

Na curva do rio.

(Foto da Vanessinha. Post original em homenagem a neve que cai em London).

quinta-feira, março 20, 2008

Carta ao amor que se foi

Belo Horizonte, 20 de março de 2008

Estou me sentindo fraca...
Sabes bem que não gosto de me sentir assim. Nisso somos parecidos. Nessas e em tantas outras coisas. Ou seriam todas as coincidências, repetições, detalhes, sutilezas que fizeram com que parecêssemos combinar como um grande enigma?

Não acreditamos em coincidências...

Quiçá se o ser humano está se tornando inábil na arte de conviver ou se cada dia a nossa capacidade para suportar está diminuindo. Mas a nossa história, como tantas, demonstra quanto somos vulneráveis, quanto exigimos de nós e dos outros em busca de uma perfeição surreal.
Mas será que somos nós mesmos que não estamos conseguindo nos relacionar? Será que é mesmo tão difícil assim? Acredito na cegueira proposital, no medo que paralisa por que no fundo do espelho da sua alma, no lugar da minha imagem você se enxerga e pra não se ver é melhor ser portador de uma cegueira proposital.

Depois de tudo o que me disse naquele dia, primeiro veio à tristeza, a raiva, a vontade de morrer ou matar. Depois a falta que você me faz, depois a saudade e em enfim a certeza de que devo continuar vivendo, apesar da perda. Encarar, aceitar, me encher de coragem e continuar a caminhar.

Mas acima de tudo, precisei aceitar que fiquei mal. E como doeu... ainda dói. É tão mais fácil esconder. Fingir que tudo está bem. Nós humanos somos muito estúpidos, temos medo de mexer no que aparentemente está estável, mesmo sabendo que não está. Não me arrependo de ter tentado, mas eu poderia ter escutado a voz do meu coração, ter sido sincera com nós dois e admitir que o tempo inteiro eu soube onde tudo acabou. O exato momento que deixei cair a primeira lágrima. E isso tem muito mais tempo do que quando a derradeira palavra foi proferida.

Talvez tenhamos idealizado demais, e a realidade nos mostrou que éramos diferentes do que havíamos projetado. Mas eu me apeguei a realidade também. E ela era tão doce quanto a minha fantasia. Porém, na nossa história, o ponto mais difícil foi aceitar que havia verdades que estávamos escondendo, mas que se tornaram evidentes demais para não serem notadas. Mas ilusão acalma, mesmo que de forma dissimulada. Findar a fantasia e trazer à tona a rigidez do real exige demais. Machuca. Eu protelei, mea culpa.

Eu sou gente. Pareço forte. Mas sou frágil. Eu também sou passível a falhas e imperfeições. Prometi um par de vezes que não seria mais enganada por promessas vistosas e somente basta uma sedução, uma ilusão primaveril...

Mas eu, de alguma forma resolvi esperar, essa parecia uma solução. Respeitar o meu e o seu tempo. Esperar pra ver se a cruel realidade era outra e que minha doce fantasia voltaria a reinar. Mas algumas perdas são inevitáveis.

Quando menos esperamos o inesperado bate a nossa porta. Uma demissão, um amigo que se foi pra sempre, uma amiga que optou por ir e por te perder.

Precisei retomar o caminho de um ponto que deixei quando optei, e arrisquei seguir outra estrada. Talvez, com relação a nós dois poderia ter sido fácil de prever, mas estava tão entretida que não percebi, ou não queria acreditar que aquilo que sempre pedi e finalmente tive, teria fim.
Viver não tem sido fácil, e chego a pensar que a cada dia se torna mais difícil. Coisas para pensar, coisas pra resolver e encaminhar. Vontade de largar tudo e ficar olhando pro teto. Tantas portas que se fecham e outras que nunca se abrem. Quantas culpas, sonhos e segredos.

Hoje percebo que a cada dia chega mais perto à necessidade de recomeçar. Um novo tempo, novos desafios. Eu amadureci. Tenho ansiado por surpresas e conquistas. Não quero mais um outro tempo de ilusões, imaturidades e expectativas não cumpridas. Mas ainda preciso de um tempo de recolhimento. Invejo a facilidade que algumas pessoas têm de substituir o objeto de afeto em extrema rapidez, “a fila anda” dizem. É a cultura do descartável. Gostaria muito que pudéssemos ter recomeçado sem nunca sair da relação, mas não foi possível.

Hoje me vejo mais pragmática, e cética em relação às paixões, Posso vir a vivê-las, afinal, não corroboro com você quando diz que está fadado ao celibato, mas mantenho a certeza que o risco de virar pó é grande. Depois de se viver um amor, mergulhar de cabeça em seus arrebatamentos, sentir o amadurecimento que ele traz e se ferir em seus espinhos, a visão sobre amores primaveris fica mais descolorida.

Mas por mim, e não por você poderei vir a me esforçar e esquecer o medo. Se mantiver o medo, não vivo.
Amor não é sorte. Não é fruto da sincronicidade.

Amor é doação.

Eu ainda acredito no amor e nos compromissos que nascem e são firmados no coração.

Espero nos ver bem.
Beijo