terça-feira, novembro 27, 2007

Direto pro fundo do poço...

Como os assuntos da semana tem girado em torno dos amores mal resolvidos, mal fadados, etc e tal... Não resisti em postar essa música. Me lembrei de meu amigo Bruno e uma história triste que me contou.

Idos tempos, Bruno se encantou por uma gaja, sua amiga na época. A tal garota, abandonada por ele, que se disse apaixonado por outra; lhe cantou essa música em alto e bom som!!! E pôs fim a relação se condenando ao rancor...que dura até hoje, pois o velho disco riscado não a deixa esquecer a dor.

Ele não voltou pra ela... mas os versos ainda ressoam em sua cabeça. Tem partes que me caem bem...

Não Vale A Pena

Maria Rita
Composição: J. E P. Garfunkel

Ficou difícil
Tudo aquilo, nada disso
Sobrou meu velho vício de sonhar
Pular de precipício em precipício
Ossos do ofício
Pagar pra ver o invisível
E depois enxergar
Que é uma pena
Mas você não vale a pena
Não vale uma fisgada dessa dor
Não cabe como rima de um poema
De tão pequeno
Mas vai e vem e envenena
E me condena ao rancor
De repente, cai o nível
E eu me sinto uma imbecil
Repetindo, repetindo, repetindo
Como num disco riscado
O velho texto batido
Dos amantes mal-amados
Dos amores mal-vividos
E o terror de ser deixada
Cutucando, relembrando, reabrindo
A mesma velha ferida
E é pra não ter recaída
Que não me deixo esquecer
Que é uma pena
Mas você não vale a pena

Cuide bem do seu amor

A vida sem freio me leva
Me arrasta e me cega
No momento em que eu queria ver
O segundo que antecede o beijo
A palavra que destrói o amor
Quando tudo ainda estava inteiro
E o instante em que desmoronou
Palavras duras
Em voz de veludo
E tudo muda
Adeus velho mundo
Há um segundo
Tudo estava em paz
Cuide bem do seu amor
Seja quem for
Cuide bem do seu amor
Seja quem for
Em cada segundo cada momento
Cada instante é quase eterno
Passa devagar
Se seu mundo for o mundo inteiro
Sua vida seu amor seu lar
Cuide tudo que for verdadeiro
E de tudo que não for passar
Palavras duras
Em voz de veludo
E tudo muda
Adeus velho mundo
Há um segundo
Tudo estava em paz
Cuide bem do seu amor
Seja quem for
Cuide bem do seu amor
Seja quem for
Palavras duras
Em voz de veludo
E tudo muda
Adeus velho mundo
Há um segundo
Tudo estava em paz
Cuide bem do seu amor
Seja quem for
Cuide bem do seu amor
Seja quem for
Cuide bem
Do seu amor
Seu amor
(Herbert Viana)

segunda-feira, novembro 26, 2007

Elocubrações a cerca do amor e dos compromissos

Esse post nasceu de uma conversa com meu querido amigo Diego...viagem de gente apaixonada, hehe. Diego é um cara pra lá de bacana, especial. Que ainda acredita no amor, nos compromissos firmados em coração. Eu também!
Apaixonados (não um pelo outro, que isso fique claro, rs), lúcidos, românticos e metidos a escrever "cousas".
Fãs declarados de Ludov (não temos medo de declarações). Ele, filho da cidade do poeta maior. Eu? Só tento.
E é de tanto tentar que estamos nessa vida. Nossa missão?
Brilhar! Somos gente de verdade.
Segue o texto...espero que goste, Diego. Espero que gostem, quem ler...
Bjos

"As pessoas têm medo de assumirem compromissos...
Esse é o ponto.
Essa é a palavra.
Compromisso.
Responsabilidade com a vida do outro.
Medo demais de viver...de ser feliz. Certa vez eu li que existe um esforço muito maior na busca da infelicidade do que o contrário. É que ser feliz é muito simples...
Ser feliz dá trabalho. Vivemos na sociedade onde o mais complexo é mais interessante. Ou aquilo que consideramos complexo.
O que dá trabalho de verdade é a responsabilidade. Assumir seus atos.
Na verdade ninguém quer assumir nada.
A questão é: as pessoas dizem que querem ter alguém.
Mas é mentira.
Se der um pouco de trabalho, não querem mais.
Qualquer relacionamento precisa ser cativado. Diariamente.
Abrir mão de nós mesmos...de desejos que não fazem parte da vida em comum
Se dar pelo outro...
Compromisso, responsabilidade...só vêm...quando estamos dispostos a construir...a abrir mão...a se doar...
Se existe um pouco de egoísmo...não rola. E não existe aqui a anulação. Pois a capacidade de se doar permite a liberdade incondicional do ser amado. Liberdade de alma e não de corpo.
Fidelidade a princípios e não a convenções.
Quem ama e assume, não tem medo de viver o impossível, o improvável, o que é “invisível aos olhos”, o inefável...
Corre atrás do que se quer.
Amar não é uma prisão.
Mas tem que cuidar como se cuida de um jardim.
Regar, tirar as pragas, adubar...e deixar...pra crescer sozinho. Florescer por si.
O amor expande.
Vejo como algo que abre possibilidades e não que limita.
Está presente, mas não sufoca.
O amor verdadeiro sempre compensa.
Os compromissos, e não se trata aqui de papéis assinados ou rótulos sociais, mas do respeito à reciprocidade de sentimentos e de sua nutrição, existem porque não existe amor à primeira vista...vida comum se cria cada dia um pouquinho...
Há de ter paciência...muita.
E disposição...disposição pra amar
Sim...se não tiver disposição, não tem nada.
Afinal o que nessa vida é garantido?
No amor e nos compromissos, também vale a máxima do mínimo de inspiração e o máximo de transpiração.
E esquecer o medo. Se a gente tiver medo, não vive nada.
Amor não é sorte.
Amor é doação.
Eu ainda acredito no amor e nos compromissos que nascem no coração.
E me pergunto: e o amor?"

Da sincronicidade da vida ou Saint Exupery tinha razão



Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra.

Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, mas não vai sozinha e, nem nos deixará só, porque leva um pouco de nós e deixa um pouco de si.

Há os que levam muito e deixam pouco, há os levam pouco e deixam muito.

Essa é a responsabilidade mais bela da vida e a prova de que não nos encontramos por acaso.

Saint-Exupery tinha razão, nos tornamos responsáveis pelo que cativamos. O que não quer dizer que não continue achando "O pequeno príncipe" um livro de miss...

A sútil diferença está em: o que queremos cativar em nós e no outro? Até onde queremos ir? Estamos preparados para essa responsabilidade?

De que adianta plantar, regar e não colher os pequenos grandes sentimentos e desafios que nos cercam?

E eu me pergunto novamente: E o amor? Onde está?

(Foto: Mucuri/BA fev-2007. Da mais árida paisagem é possível o nascimento da delicadeza da vida. O mais árido coração é capaz de receber...?)

quarta-feira, novembro 21, 2007

44 horas...

Agenda de atividades

08:30 h Salão...Dor de barriga...
13:30 h Telefonema...Parada cardiorespiratória...Dor de barriga...
19:30 h Compromissos profissionais...Dor de barriga...
22:30 h Mala...Dor de barriga...
00:00 h Tentativa de dormir com dor de barriga...

STRESS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

"Ela abre a porta do carro com um sorriso
Se desculpa pelo atraso, se livrou de um compromisso
Óculos escuros prendem seus cabelos ela quer cortá-los mas por enquanto vai mantê-los
E me diz: eu tenho um plano pra nós dois um plano pra depois
Mas agora ela só quer conversar
O tempo, o trânsito, a cidade, o campo e o calor; a vida sem amor
E eu concordo: o amor onde está?
Tem a certeza que alguém vai lhe abandonar
Diz que está muito infeliz mas não pára de rir
O dia já está em agonia e à noite tudo vai ficar pra trás
Pra trás
Dá de volta a chave do carro que eu preciso me recuperar do atraso me atirar num precipício
Quando precisar me liga que eu te vejo
Ela tem meu telefone
Eu fico lhe devendo um beijo
Cigarro, câmbio
Tempestade, tudo um só torporum plano impostor
E eu insisto no amor, onde está?
Tem a certeza que alguém vai lhe abandonar
Diz que está muito infeliz mas não pára de rir
O dia já está em agonia e à noite tudo vai ficar pra trás
Pra trás..."

segunda-feira, novembro 19, 2007

6 dias...5 dias...4 dias...



Quero uma cama pra nós, vou te dar colo, carinho...cafuné, cheirinho no "cangote".
Vou dar comida na boca, dar banho.
Tô afim de te paparir, príncipe por um dia (pra sempre, ou seria lobo mau?)
Vai ter café ao acordar.
Bandeja com rosa e geléia de morango...(você come geléia de morango?).
Vai ter chocolate.
Vamos brincar de encostar o pé, dormir de conchinha, morder a beiradinha da orelha.
Vai ganhar beijos de peixinho...beijos de borboleta... eu quero te beijar.
Fazer amor.
De manhã.
De tarde.
De noite e de madrugada.

Eu quero acordar. Olhar pela janela. Deitar e começar tudo de novo.
Eu quero sonhar que eu posso...
Hoje eu acordei com vontade (saudade) de você. Só isso.

sexta-feira, novembro 16, 2007

8 dias...7 dias...





Semana pesada...mesmo com o feriado, o cansaço imperou.




Quero cama, quero colo, carinho...cafuné, cheirinho no "cangote".


Quero comida na boca, que me dê banho.


Tô afim de ser paparicada, princesa por um dia.


Quero café ao acordar.


Bandeja com rosa e geléia de morango...(nem como geléia de morango, mas eu quero).


Quero chocolate.


Quero brincar de encostar o pé, dormir de conchinha, morder a beiradinha da orelha.


Quero ganhar beijos de peixinho...beijos de borboleta...eu quero ser beijada.


Eu quero fazer amor. De manhã.


De tarde.


De noite e de madrugada.


Eu quero acordar. Olhar pela janela. Deitar e começar tudo de novo.


Eu quero sonhar que eu posso...


Hoje eu acordei carente. Só isso.

quarta-feira, novembro 14, 2007

10 dias...09 dias...

Me lembrei do quanto fiquei feliz ao ler...


A pessoa errada

Pensando bem, em tudo o que a gente vê, e vivencia, e ouve e pensa,
não existe uma pessoa certa pra gente
Existe uma pessoa que, se você for parar pra pensar é,
na verdade, a pessoa errada
Porque a pessoa certa faz tudo certinho
Chega na hora certa, fala as coisas certas,
Faz as coisas certas,
Mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas
Aí é a hora de procurar a pessoa errada
A pessoa errada te faz perder a cabeça
Fazer loucuras
Perder a hora
Morrer de amor... (continua)

segunda-feira, novembro 12, 2007

15...14...13...12...11 dias



Sinto falta do aconchego
Braços que me chamam
Mas não estão aqui

As certezas não se perdem
O tempo as reafirma

Cada vento que me toca
Vem de ti

Cada roçar em sua face
Tão distante
É meu beijo sedente de ti

(Nunca, antes, 60 dias tiveram significados tão sinceros em meu coração...)

quinta-feira, novembro 08, 2007

16 dias...









É Só Saudade

Ludov
Composição: Mauro Motoki




É só saudade, mas dói tanto quanto amor
É só teu rosto que aparece no televisor
De dias frios se faz a tristeza do mundo e aqui
De meus olhos posso ver o mar
É só saudade, mas dói tanto quanto te olhar
Dói como fome, como falta do que respirar
De tão perto, te fiz longe de mim
Mudo os canais a te procurar


Se eu pudesse te ter
Se eu pudesse te ter
Se eu pudesse te ter, tentaria te perder

Agora é tarde demais
Agora é tarde
É só saudade
Tarde demais

terça-feira, novembro 06, 2007

17 dias...


Você ri da minha cara de boba
Diz que ela é engraçada
Debocha do meu sorriso patife
Mas dizem que todo palhaço é infeliz...
Ufa!
Não sou palhaço
Minha cara de boba
Estampa um sorriso patife
De pura felicidade!
Ao te ver!
(Foto: Cara boba com sorriso patife, feliz!
Dirigindo, pra variar, pra algum lugar bom de se ler um livro...11/07)

segunda-feira, novembro 05, 2007

18 dias...

FELICIDADE!!!
Substituição momentânea da ansiedade.
Adoro Você!
Pra demonstrar, só sendo simples assim!



(Foto: Descabelada! Séria...mas agora tô feliz! 04/11/07. Sítio da Fernadinha too!)

21 dias...20 dias...19 dias...


"...eu sigo seus passos à caminho do meu coração." (Skank)
Eu conto em regresso
Os dias passam ao contrário
Mas meu rumo é o nascente
Num futuro que virá
Breve
Assim como serão
Intensos
Momentos breves
O que é pra ser
Eu quero
Viver
Você
(Foto: Podem dizer o que quiserem, SIM: Eu amo os meus pés e ponto! 04/11/07 - Sítio da Fernandinha em Miguel Burnier)

quarta-feira, outubro 31, 2007

22 dias...



Contra o Tempo



Vander Lee
Composição: Vander Lee



Corro contra o tempo pra te ver
Eu vivo louco por querer você
Morro de saudade, a culpa é sua

Bares ruas estradas desertos luas
Que atravesso em noites nuas
Só me levam pra onde está você

O vento que sopra meu rosto cega
Só o seu calor me leva
Numa estrela pra lembrança sua

O que sou, onde vou, tudo em vão...
Tempo de silêncio e solidão

O mundo gira sempre em seu sentido
Tem a cor do seu vestido azul
Todo atalho finda em seu sorriso nu

Na madrugada uma balada soul
Um som assim meio que rock in roll
Só me serve pra lembrar você

Qualquer canção que eu faça tem sua cara
Rima rica, jóia rara
Tempestade louca no Saara.

O que sou, onde vou, tudo em vão...
Tempo de silêncio e solidão

(Foto: Refrescando a mão em algum ponto da BR Fernão Dias. 12/10/2007)

terça-feira, outubro 30, 2007

Se não tem mar...vamos para o bar! Até o New York pensa assim...


Minha (nossa) cidade natal mereceu reportagem no NYT, sobre seus bares.

Quem quiser conferir in loco veja o Link http://travel.nytimes.com/2007/10/28/travel/28next.html.


Para quem não tem tanta intimidade com o inglês:


28/10/2007


Belo Horizonte, uma cidade onde o mundo é um bar


De Seth Kugel


Belo Horizonte, a capital de Minas Gerais, conseguiu se tornar a terceiramaior cidade do Brasil e continuar quase totalmente desconhecida para o mundo exterior. Se os turistas mais atraídos para os prazeres sensuais do Rio de Janeiro ou a agitação urbana de São Paulo a conhecem é porque passam por ela a caminho de Ouro Preto e Diamantina, vendo a mais como uma escala para reabastecimento na rota das pitorescas cidades mineiras da era colonial. Seu anonimato internacional se explica pela falta de litoral, e portanto de praias, de um carnaval famoso e de grandes atrações, exceto alguns edifícios desenhados por Oscar Niemeyer que empalidecem perto de suas famosas obras de Brasília. Mas "Beagá", o apelido da cidade, pode reivindicar fama como capital brasileira dos bares. Não bares como nos saguões elegantes de hotéis ou em mercados agitados, mas botecos lugares informais onde diversas gerações se encontram, se sentam, bebem cerveja e aguardente e muitas vezes fazem uma refeição informal. A se acreditar na propaganda local, a cidade tem 12.000 bares, uma quantidade per capita maior que a de qualquer outra cidade do país. Por quê, ninguém tem certeza absoluta, mas uma teoria se transformou em ditado popular: "Não tem mares, tem bares". Embora os guias turísticos raramente os mencionem, eles são uma ótima maneira de os viajantes mergulharem na vida social de uma cidade cuja área metropolitana explodiu nas últimas décadas, para mais de 5 milhões de habitantes. A melhor época de visitá-la é em abril, para a competição 'Comida di Buteco', quando cerca de 40 dos melhores bares disputam prêmios em categorias como higiene, cerveja mais gelada, serviço e, principalmente,o melhor tira-gosto. Os vencedores são decididos não apenas por juízes, maspelo voto público, dando aos moradores uma boa desculpa para sair todas as noites durante um mês. Se você perder o concurso, não se preocupe. Toda noite do ano parece ter uma clima de festa em Belo Horizonte. Vá até a Mercearia Lili (rua São João Evangelista, 696, Santo Antônio, 31-3296-1951), um participante habitual da competição entre bares. É um dos muitos locais em Santo Antônio, um bairro de alto nível, com ladeiras íngremes que exigem técnicas sobre-humanas de estacionamento, ou, de preferência, use os táxis da cidade. O bar é típico de muitas maneiras, a começar pelo mobiliário: mesas ecadeiras de plástico amarelo com logotipo de cerveja, que se esparramam pela calçada (garrafas de 600ml de cerveja, a ser compartilhada em pequenos copos, são as preferidas em toda a cidade). O burburinho da conversa e o ruído das garrafas e não um DJ fornecem a trilha sonora; homens e mulheres grisalhos e jovens que nos EUA seriam menores de idade compartilham as mesas. Não muito longe fica o Via Cristina (rua Cristina, 1203, Santo Antônio,31-3296-8343). É mais elegante, com mesas cobertas de toalhas xadrez verde e brancas, garçons uniformizados e uma parede de cachaças centenas de garrafas diferentes da aguardente de cana-de-açúcar que os barmen alcançam usando uma escada como as de bibliotecas. Sua participação no concurso deste ano foi o Raulzito, um bolinho frito recheado de carne-seca que custa R$2,00. Se houvesse um prêmio pelo "Mais Difícil de Chegar", o Freud Bar (sem endereço, Nova Lima, 31-8833-9098, mapa em freudbar.com) ganharia todos os anos. O lugar fica escondido no meio de uma mata perto da cidade, e chega-se lá por uma estrada sinuosa de terra. O bar é construído num morro, aquecido por lareira e tem algumas mesas sob as árvores. Tem música ao vivo (blues e rock) e serve um cardápio limitado, mas criativo, como vinho quente ou uma sopa de abóbora, mussarela e frango (R$ 3,50), uma boa variação da sopa de feijão com toucinho oferecida em quase todos os botecos. Informal, com suas mesas e cadeiras 'diferenciadas', o Bar do Caixote é um dos muitos botecos de 'Beagá'. Os botecos não são apenas assuntos noturnos, como você descobrirá se for ao Mercado Central da cidade numa tarde de fim de semana. Claro, há barracas que vendem frutas, carne, os famosos queijos de Minas, cães e aves vivos (para mascotes) e galinhas vivas (para jantar). Mas o mercado também é cheio de bares lotados e barulhentos como o Lumapa, onde as autoridades precisam cercar com correntes a calçada para que os clientes do mercado possam circular. Uma opção mais calma é o Casa Cheia (Mercado Central, loja 167,Centro, 31-3274-9585), um lugar com mesas que serve criações como o Mexidoido Chapado, uma mistura de arroz, legumes, quatro tipos de carne e ovos de codorna. Também vale a pena ir aos bairros mais distantes para ver algumas versões mais excêntricas de bares. (Com 11.999 concorrentes, faz-se o possível parase destacar.) O ultra-informal Bar do Caixote (rua Nogueira da Gama, 189,João Pinheiro, 31-3376-3010) tem mesas e cadeiras feitas de caixotes de madeira. O vencedor geral do concurso deste ano, o Bar do Véio (rua Itaguaí,406, Caiçara, 31-3415-8455), fica num bairro distante e o motorista de táxi pode ter dificuldade para encontrá-lo, mas qualquer pessoa na região poderá lhe indicar. Seu prato simples de pedaços de carne de porco com bolinhas douradas de batata frita, servido com molho de abacaxi e hortelã, foi o tira-gosto vencedor de 2007. Quando você precisar de um descanso dos bares, faça um passeio à tarde ao bairro da Pampulha, onde há vários edifícios de Niemeyer, incluindo sua famosa Igreja de São Francisco de Assis. O bairro também abriga o mais famoso restaurante de Belo Horizonte, o Xapuri (rua Mandacaru, 260,Pampulha, 31-3496-6198), o melhor da cidade para experimentar a tradicional cozinha 'caipira' de Minas Gerais. E no domingo de manhã você pode encontrar presentes incomuns na 'feira hippie' (ou Feira de Arte e Artesanato da Afonso Pena), dois longos quarteirões da avenida Afonso Pena cheios de roupas, jóias, artigos de decoração e artesanato. Quando terminar, pare nas barracas nas duas extremidades para comer peixe frito ou doces de coco, ou entre para descansar no maravilhoso Parque Municipal, logo abaixo da feira. Em qualquer um deles você não estará longe de um vendedor ambulante pronto para lhe abrir uma lata de cerveja. Em Belo Horizonte, o mundo é um bar.


Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

23 dias...


É impossível sentir saudades do feio, do triste, do escuro, do que nos deixou mágoas.

A vida nos traz saudades do que nossos olhos, as vezes nem viram, mas a alma gravou como felicidade, prazer, encanto, amor. Saudades...

É o estado da alma provocado por aquilo que ainda nem vivemos, mas já sentimos e guardamos aconchegado bem lá no fundo.

Toda vez que essas boas lembranças "brotam", a saudade aparece. Ela não é triste, ela não é alegre, ela é saudade e se basta!

Sentimento único, incontrolável que permeia nossas entranhas, avassala nossa quietude, transpassa as barreiras dos nossos sentidos. Forte, única e necessária.

Saudade é feita de momentos inesquecíveis (como o dia que te conheci).

Momentos de pura poesia, de beleza ímpar.

Sinto a única coisa que expressa essas múltiplas luzes coloridas, a saudade...

Sinto sabores, perfumes, toques.

Revivo, e reviver é viver novamente.

Ah! Saudades... daquilo que não se tem, do que não se saber ser, do que ainda não é.

Citando Drummond: "A saudade, essa saudade assimilada, ninguém rouba mais de mim".

Os momentos inesquecíveis precisam reacender-se quando precisamos deles. Só assim, podemos acreditar que o dia seguinte virá com alegria porque o ontem, guardado no fundo da alma, tem a saudades para reavivá-lo nos fortalecendo para o amanhã.



"I'm falling in love again

ain't nothing I can do

Falling in love again

And this time it's with you..."

(Eagle Eye Cherry)

segunda-feira, outubro 29, 2007

24 dias...

Criatividade bloqueada pela saudade!!!
Putz...
Já?


25 dias...

Domingo...
O dia cai. Penso em você e o tempo se esvai.
(Sempre) me vem a mente cores, formas e aromas que penso serem seus.
A cor do tempo te deixa perto de mim.

(Repetido...mas...)
(Foto: A caminho do mar. Fev/2007)

26 dias...


Tem dias em que nada melhor do que botar as pernas pra andar...elas existem pra isso. Ou você não sabia disso?
As paisagens do Espinhaço impressionam...o Cipó desce manso lá pelas bandas onde passamos. Ê trem bão é banho de rio (se eu tivesse me lembrado do biquini, é claro!). Mas só de molhar (e não foi só o pé, rs) tá valendo...
Trabalhar assim é bom demais! Caminhada, rio, caminhada, rio, almoço! Tudo acompanhado de gente que faz com que o mundo pareça realmente um lugar digno de se viver!
Vindo trabalhar eu li: "O mundo não é descartável." Nem as pessoas...
Andar pelo Espinhaço resgata o meu ser mineiro. Adoro ser menina de Minas!
O mineiro tem esse jeito faceiro das montanhas. Um jogo de mostra e esconde que encanta, assusta as vezes...afinal, montanhas são altas.
Chegar ao cume é um desafio recompensador, assim como é chegar a alma e ao coração de um mineiro, ou mineira. Mineiro é desconfiado...
Mas um coração mineiro bate diferente quando é conquistado...Eu sei!